Linhas e Abordagens

:: Abordagem Sistêmica

Abordagem da psicologia que integra em suas bases a Concepção Sistêmica da VIda. Nesta concepção, os sistemas, sejam eles familiares, escolares e ou empresariais são reconhecidos e considerados todos os elementos participantes do sistema assim como, as relações e interações entre todas as partes. Os sistemas formam em si e entre si redes interacionais em constante processo, renovação e auto-organização. 

Os sistemas vivos complexos, tais como as famílias, casais, empresas, etc... são observados em constante desenvolvimento e em suas trocas contínuas. Assim, em um sistema, não é um só elemento que se encontra disfuncionando mas sim, todo o sistema está com o problema.

Por exemplo: se numa família uma criança apresenta um problema escolar ou de comportamento, isso indica que outras relações, muitas vezes do casal, está com problemas.

Muitos são problemas  do próprio ciclo vital da família que, em suas fases do desenvolvimento familiar, passam por crises pertinentes às próprias fases. Algumas destas fases que podemos citar, são os casais em seus anos iniciais de casamento ou casais com filhos pequenos, famílias de filhos adolescentes e famílias com "ninho vazio". Fases de crises na própria organização dos sistemas.

Nas trocas interacionais entre os elementos componentes do sistema, podemos trabalhar uma questão básica geradora de muitas dificuldades, a comunicação humana. Em uma comunicação onde as mensagens e intenções não ficam claras, são geradoras de conflitos muitas vezes desnecessários.

Negociação de regras e funções dentro dos sistemas, considerando sua estrutura funcional e seu ciclo vital (etapa do desenvolvimento à qual o sistema se encontra) são questões facilmente administráveis 

Na perspectiva sistêmica, as transformações nos indivíduos e na estrutura familiar são o resultado de um processo de interação em que as alterações do comportamento de cada membro influenciam e simultaneamente são influenciadas pelo comportamento de todos os outros.

Em nossa prática, de mais de trinta anos, cada vez mais percebemos o envolvimento dos filhos nos conflitos dos pais, metaforizando em si, os sintomas do próprio sistema familiar. Os filhos buscam chamar a atenção de seus pais para si através de dificuldades ou exageros para que estes pais se distraiam dos seus problemas originais. Os filhos se colocam em sacrifício baseados no pensamento mágico (infantil e onipotente) de beneficiar seus pais.

A prática sistêmica acompanha outras ciências, tais como a biologia, a matemática e a física em seu desenvolvimento científico.

Nas famílias, verificamos a questão da Multigeracionalidade, várias gerações anteriores (antepassados) presentes nas identificações e sofrimentos das gerações atuais. São processos de identificação geradores das Lealdades Invisíveis na busca do pertencimento. São formas de se sentir vínculado à sua família de sangue.

Observamos nestes anos, que muitas doenças se encontram ligadas às questões de perdas em tenra idade. Perdas dos pais e/ou dos irmãos, na sua geração ou nas gerações anteriores. Muitas depressões pós parto podem estar conectadas às perdas de crianças nas gerações anteriores.

Assim, os acontecimentos sistêmicos das famílias deixam de ser apenas histórias vividas pelos ancestrais e passam a se fazer presente nas gerações atuais através de sofrimentos e insucessos.

:: Abordagem Sistêmica Fenomenológica de Constelações Familiares

Baseada na informação que a situação presente mostra, no fenômeno que acontece no presente, as Constelações Familiares buscam incluir todos aqueles que de uma maneira ou de outra, se encontra excluído dos demais membros dos sistemas. Seus pressupostos se encontram baseados nas "Ordens do Amor"ou "Leis dos Relacionamentos Humanos" e podem ser usadas para qualquer interação humana seja ela, com outras pessoas, situações, doenças, etc...

Esta abordagem pode ser realizada em grupos ou em atendimento individual com bonecos e âncoras

Observamos dinâmicas importantes que se repetem tais como; quando a criança percebe que um de seus pais quer morrer, a criança diz internamente - eu faço por você mamãe/papai. Ou, quando a criança perdeu um dos seus genitores muito cedo, em uma época em que não tinha estrutura para elaborar tal perda (até 7 anos) a criança diz internamente - eu sigo você! 

:: Abordagem Centrada na Pessoa

"Só quando nos dermos tempo suficiente para sermos tocados pelos outros e por suas experiências de estar em relação, é que temos o privilégio de lhes dizer, aquilo que experimentamos em sua presença, e aí as pessoas ficam fascinadas consigo mesmas, ao sentirem-se ouvidas e vistas".

Nesta abordagem o ser humano é reconhecido em seu potencial inato de construção positiva e aprimoramento de suas potencialidades.

Se lhes for oferecido um clima facilitador, na relação terapêutica, através da segurança, do afeto e da autenticidade do terapeuta, onde possa ser compreendido empaticamente, o indivíduo por si mesmo desenvolverá cada vez mais o uso de sua "tendência atualizadora" na busca de sua satisfação para uma vida plena.

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